Realizada
por: Cezar
Augusto
Respondida por: Mário
"Beaumanior"
Gradus
Pentalphae
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TGZ:
Saudações ! Quais as razões
filosóficas e musicais que fizeram
surgir a Gradus Pentalphae, e por que tantos
abalos em sua estrutura que quase fizeram
a horda adormecer por completo? Defina caso
a caso.
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Nário: Saudações
caro amigo Cezar!
A Gradus Pentalphae surgiu em meados de 96
com o intuito tanto musical quanto filosófico
Thelemico e o pagão, onde existe um
vasto universo para o conhecimento o humano.
Como toda instituição que depende
de pessoas tivemos alguns conflitos internos,
por motivos de adequação a Gradus.
Nosso objetivo é ter membros que se
enquadrem tanto no aspecto musical quanto
filosófico, por isto tivemos problemas
com a formação da Banda. Não
queremos pessoas que apenas toquem algum instrumento,
pois isto é muito simples de conseguir,
precisávamos de reais integrantes para
a Gradus. Onde seriam partes fundamentais
para o funcionamento de toda a engrenagem
de composições, harmonia e arranjos
na banda, além de companheirismo que
é crucial para o bom relacionamento
entre os integrantes.
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TGZ:
Explique o significado do nome e o porquê
de se referir como “Ordem Gradus Pentalphae”. |
Nário: Gradus
Pentlaphae morfologicamente falando significa
Degraus do Pentagrama (Degraus de Evolução
do Pentagrama) esta denominação
foi criada por Gregor A. Gregorius, ex-membro
da O.T.O, secretário-geral da Grande
Loja Pansófica em Berlim e fundador
da Ordem Fraternitas Saturnis, esta que por
sua vez é uma síntese da OTO/Tantric
sexo-magick, gnosticism e Thelema, sendo reconhecida
por Aleister Crowley (Mestre Therion). Gradus
Pentalphae também define o décimo
oitavo grau do Ritual de Magia Sexual de Gregor
A. Gregorius na Fraternitas Saturnis.
Refiro-me a Gradus Pentalphae de Ordem, pois
somos uma confraria, uma fraternidade, ou
seja, união ou convivência como
irmãos, um conjunto de pessoas da mesma
categoria com os mesmos interesses. Sendo
pelo bem comum de todos os membros.
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TGZ:
Há alguma ênfase, simbologicamente
falando, a subentender no logotipo? |
Nário: Sim, a logo da Gradus Pentalphae
tem significado em seus traços. Os
símbolos da logo representam os elementos
(terra, água, fogo, ar e o homem) que
saudamos na trindade dos pontos do sagrado
triangulo... Ra-Hoor-Khuit.:.
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TGZ:
O manancial filosófico da vossa ideologia
se embasa na Thelema, o que me fez lembrar
acerca do tema, o seguinte: “a Verdade
é obrigatoriamente ligada à
Verdadeira Vontade. Existem várias
facetas da Verdade, o que cria múltiplas
(e igualmente válidas) verdades”.
Então, o antônimo entre verdade
e mentira teria algo a se relacionar com a
dualidade criada entre o bem e o mal? Ou seria
algo relativo dentro de toda essa concepção?
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Nário: A Vontade não
é igual a verdade em Thelema, pois
segundo Marcelo Motta em Chamando Filhos do
Sol que foi a primeira publicação
Thelêmica no Brasil, transcreve-se o
seguinte...
“Tu és o Teu Próprio Caminho.
Por isto está escrito: Conhecereis
a Verdade, e a Verdade vos fará livres.
(saberás que és uma estrela,
um Deus)
Este mundo não é um antro de
demônios expiando seus pecados; este
mundo é um dossel de Deuses que dormem,
e dormindo, sonham.”
A Verdade é o auto-conhecimento o desvencilhar
dos paradigmas, pois “todo homem e toda
mulher é uma estrela”, tem sua
própria órbita e não
necessitam de intermediários para sua
projeção.
Ser THELEMITA é ter consciência
de que não somos adivinhos, futurólogos,
nem fazedores de milagres, e deixarmos esta
temática aos pseudos magos; Ser THELEMITA
não é julgarmos que a nossa
Filosofia é a única detentora
da verdade, tornando-nos fanáticos.
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TGZ:
Gostaria de que comentasse acerca da
1ª Demo intitulada “Du Mysticus
Oduaris Dii”, e o significado de seu
título para com as letras compostas. |
Nário: Esta primeira demo foi
gravada em 97 com a primeira formação
da Gradus com apenas 05 muisicas sendo duas
instrumentais. A tradução da
frase “Du Mysticus Oduaris Dii”
é A Mística Música dos
Deuses, foi dado este título a demo,
pois nossas composições e a
temática girava em torno de Horus,
Nuit, assim como mostra na música The
Law.
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TGZ:
E, demorou-se alguns anos para o lançamento
do novo artefato, o Promo-Cd de 2002, certo?
Discorra também sobre a decisão
de incluir a Demo acima citada neste material
promocional. |
Nário: Correto, mas infelizmente
não incluiremos a Demo neste Promo-CD,
pois pretendemos apenas divulgar nosso novo
trabalho e ficaria bem contrastante o trabalho
antigo junto ao atual.
Mas nossa primeira Demo está sendo
relançada pela Holokaostor Productions.
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TGZ:
“Lustful Vampiric Intercourse”
é o nome do novo trabalho, que adormeceu
junto com a banda no final de 2002 por ficar
sem baterista engajado á proposta,
porém acordou com a entrada do baterista
Fernando, fincado a partir de 2004. Daí
o processo de pré-produção
está a todo vapor, certo? Integre essa
questão, falando sobre todo o processo
em andamento. |
Nário:
No inicio foi um pouco complicado para encontrar
o estúdio certo, porque queríamos
que ficasse com a qualidade de gravação
boa, preço de gravação
compatível ao orçamento da banda
e um operador que curtisse Metal, para agilizar
o andamento das Gravações. Após
alguns meses de busca encontramos o Estúdio
Vale, o qual estamos gravando e fazendo alguns
testes com gravações analógicas
esperamos que o resultado final fique bom.
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TGZ:
A horda acabara de integrar a própria
faixa “Lustful Vampiric Intercourse”
no segundo Volume da Compilação
ThunderGod. Quais as suas expectativas de
divulgação neste trabalho independente? |
Nário: A Compilação
ThunderGod é um ótimo meio de
divulgação de nosso trabalho
além de ser uma compilação
séria e com proposta de ascensão
do underground sem farsa ou hipocrisia. A
nossa meta é divulgar nosso novo trabalho
com o propósito de expandir musicalmente
a filosofia da Horda.
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TGZ:
Ok; Mario Moraes (Beaumanior), como você
trata as demais religiões e filosofias
existentes, às quais tenhas conhecimentos
(ou não)? A sua postura acaba por ser
indiferente ou não às quais
quer que sejam? |
Nário: Em relação
às outras filosofias e religiões
existentes, sou contra toda forma de repreensão
de pensamento e liberdade que quaisquer delas
pegarem. Pois todo homem é livre a
seguir sua própria lei, não
devendo se restringir a falsos moralismos,
dogmas e ridículas crendices.
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TGZ:
Acerca da Thelema: Os dois principais axiomas
thelêmicos detalham a relação
entre Amor e Vontade: "Faze o que tu
queres há de ser tudo da Lei";
e "Amor é a lei, amor sob vontade".
Como você compreende e relaciona essas
emanações subjetivas? |
Nário: Você descreveu certo,
“axiomas”, que quer dizer verdade
absoluta sem exigência de demonstração,
ou seja, uma das energias mais fortes que
fazem mover as engrenagens do universo é
o Amor, mas amor sob vontade. A tua vontade
moverá o mundo. Todo ato intencional
é um ato de Magick; Todo ato bem sucedido
enquadra-se ao realizador.
ESTÁ ESCRITO que “Amor é
a lei, amor sob vontade”. Aqui há
um Arcano velado, pois em grego AGAPE, Amor,
tem o mesmo valor numérico que Thelema,
Vontade. Por isto nós compreendemos
que a natureza da Vontade Universal é
Amor.
Ora, Amor é o incêndio em êxtase
de Dois que desejam se tornar Um. É,
pois uma fórmula Universal de Alta
Magia. Pois todas as coisas, sofrendo por
causa da individualidade, devem necessariamente
querer Unidade como seu remédio.
Anton La Vey descreve o seguinte “...use
energia com quem a merece, em vez de amor
desperdiçado aos ingratos!
Você não pode amar a todos; é
ridículo pensar que pode. Se você
ama a todos e a tudo você perde seus
poderes naturais de seleção
e acaba se tornando uma pessoa de julgamento
ruim de caráter e qualidade. Se alguma
coisa é usada tão livremente
ela perde o seu real significado. Portanto,
deve-se amar fortemente e completamente quem
merece o seu amor, mas nunca voltar a outra
face ao inimigo!”
Amor sob vontade pode ser interpretado Kteis
sob o Falo, é a Fórmula oculta
do Eon de Horus. Esta é a fórmula
da Magick Sexual mais direta e mais potente
e assim é claro que existe maior êxito,
porém, pode ser a mais perigosa se
usada de forma errada.
“Faze o que tu queres há de ser
tudo da lei.” ...É nosso direito
sem nos impor assim, e executar a tarefa para
qual a natureza nos habilitou. É o
dever, dever não só para consigo
mesmo, mas também para com seus semelhantes,
um dever embasado na necessidade fundamental,
que não pode ser negligenciado devido
a qualquer casual circunstância momentânea
que aparenta colocar uma tal conduta sob o
aspecto de inconveniência ou mesmo a
crueldade, mate se necessário (AL II
58).
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TGZ:
Antes de findarmos esta, escreva o próximo
capítulo (meta) que a Gradus Pentalphae
traceja para seu futuro. |
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Nário:
Nossa meta é finalizarmos as Gravações
e Produção do CD com êxito,
partindo para realização de
shows para mostrar o trabalho da Horda Gradus
Pentalphae. Assim como a divulgação
do mesmo no Brasil e Exterior e recomeçar
o ciclo novamente.
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TGZ:
Momento de agradecer pela presença
e pela confiança em nosso trabalho,
tanto como Zine, quanto Coletânea; deixo-te
livre para as últimas exposições
escritas ... |
Nário:
Agradeço-lhe
Cezar pela oportunidade e divulgação
da Horda, pois necessitamos de pessoas sérias
e competentes iguais a ti para honrar o nome
do Metal Nacional e todos aqueles que diretamente
e indiretamente apóiam a Horda Gradus
Pentalphae e o Underground. E lhe parabenizo
pela elaboração da entrevista,
com perguntas concisas e exatas.
Um abraço,
93
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