» ENTREVISTA: METHODIC «

- Perguntas : Elimar Oliveira -
- Respostas : Héctor Righetto (Vocal/Guitar) -
- Entrevista realizada em Abril de 2008-

C
om meia década de estrada, os catarinenses do Methodic chegam ao seu Debut “A Monument to Nothing”, composto por oito sons com a proposta de fundir técnica e agressividade influenciado por grandes ícones do Metal, como Coroner, Fornidden, Desctruction, Death e Atheist. Ao ouvir o álbum, percebi que o 'release' sintetiza exatamente o som que o Methodic propõe-se a tocar, mas ainda assim fiquei curioso com alguns detalhes, então ninguém melhor que a própria banda para nos falar mais sobre sua trajetória e especificamente do primeiro álbum.

"O que não pode é o brasileiro ficar ai babando por banda gringa e ignorando ou muitas vezes criticando as bandas daqui"

TGZ: Bem, em primeiro lugar é um prazer tê-los em nossa página por fazer um trabalho merecedor de elogios enaltecendo nossa cena Metal mundo afora... O Methodic iniciou suas atividades em 2003 e após cinco anos lançaram o debut-álbum, porque não lançaram uma Demo antes?

Héctor Righetto: Nós agradecemos em primeiro lugar pelo espaço cedido e pelo apoio. Bom nós decidimos não lançar uma Demo, pois tínhamos mais de cinco músicas prontas e estávamos a fim de compor mais e lançar de uma vez.

TGZ: O som tocado por vocês tem um pouco de cada banda que o se declaram ter influência, mas se fossem perguntados qual a vertente metálica do Methodic qual seria a resposta?

Héctor Righetto: Eu realmente não sei, o que você acha?


TGZ: Eu gostei muito das composições de vocês, gostei também das letras bastante reflexivas e fortes, até o nome do álbum sugere algo filosófico ou até de revolta, fale mais sobre esse lado poético do Methodic.

Héctor Righetto: Muito obrigado! Na verdade nós procuramos abordar temas que existem em nossa sociedade, problemas urgentes como a violência, indiferença e tantos outros. Existe um mal muito maior do que qualquer mitologia e metafísica barata, e esse mal está na raiz do ser humano.


TGZ: Primeiro álbum lançado, divulgação sendo feita pelo Brasil o que já rendeu elogios em grandes veículos especializados de nosso país, e fora do Brasil já houve alguma repercussão desse lançamento? Na opinião de vocês qual a importância de ser notícia fora do Brasil para uma banda que está começando sua carreira?

Héctor Righetto:
Pelo que sabemos ainda não saiu. Acho que seria legal se tivéssemos alguma coisa divulgada lá fora, seria importante, pois muitas pessoas começariam a ver a banda de forma diferente.


TGZ: Para que os leitores e quem sabe futuros ouvintes do trabalho do Methodic faça um resumo de cada uma das oito composições presentes no álbum.

Héctor Righetto:
Bom Throne, Gold and Decay é uma síntese do nosso som, com elementos que você ouve no resto do álbum; Skinner Box tem a mesma proposta com um pouco mais de Heavy, decidimos usar essa música para divulgar em coletâneas e internet; Violated é um pouco mais Thrash, mas também possui bastante melodias e marcas de tempo; Hall of Epiphany é mais pesada e mais direta que as músicas anteriores; Fear of Bleeding Inside é a faixa mais longa do disco e uma das primeiras a serem compostas; We’ll Tear Your Soul Apart foi a música mas difícil de gravar e uma das últimas a serem terminadas, tem bastante pegada e cansa tocar ao vivo; Intimate Enemy foi a primeira música que fizemos, não tem muito as características principais da banda mas preserva a essência; A Monument to Nothing é a mais experimental com uma sonoridade bem peculiar.


TGZ: Já existe idéia ou planos de fazer uma tournée para divulgação deste lançamento? Ou preferem consolidar primeiro o nome do Methodic com mais lançamentos para então pensar em excursões?

Héctor Righetto: Acho que é tudo questão de oportunidades, nós gostamos de tocar e estamos dispostos a fazer isso, agora estamos tocando em festivais e outros eventos aqui na região mas se as oportunidades surgirem não vejo o porque não aproveita-las.


TGZ: Falando em planos, sei que o álbum foi lançado recentemente, mas vocês têm algo planejado para por em prática num futuro próximo?

Héctor Righetto: Na verdade já temos algumas idéias e músicas concluídas, mas como eu disse estamos ensaiando para as apresentações e decidimos nos concentrar nisso agora.

 
TGZ: Houve um crescimento considerável na cena Metal brasileira nos últimos anos, houve um aumento significativo de bandas, zines, revistas, várias bandas “grandes” adicionaram o Brasil em suas tournées. Para os Bangers mais radicais esse crescimento foi prejudicial à cena, para Bangers menos radicais o crescimento foi benéfico á cena, pra mim foi bom em alguns aspectos e péssimo em outros, mas qual a opinião de vocês?

Héctor Righetto: Não sei onde um crescimento na cena Metal pode ser prejudicial à cena Metal, se houver realmente um crescimento e as pessoas começarem a prestar atenção no que está acontecendo, as coisas só tendem a funcionar. O que não pode é o brasileiro ficar ai babando por banda gringa e ignorando ou muitas vezes criticando as bandas daqui, que se esforçam pra caralho pra fazer um material de qualidade e ainda por cima tendo que soar original pra não virar clichê.


TGZ: Uma pergunta que sempre faço às bandas, como estás a cena Metal de Santa Catarina e também da cidade de Orleans? Rolam shows, têm muitas bandas? Os Bangers fazem sua parte?

Héctor Righetto: Aqui em SC rolam festivais open air o ano todo, fora os eventos que acontecem em diversas cidades. Especificadamente aqui em Orleans não existe cena Metal heheheheheh!!!


TGZ: Bem, chegamos ao fim de nossa conversa, parabenizo vocês quatro pelo ótimo trabalho feito no primeiro álbum, fica o espaço a seguir para que deixe suas considerações finais

Héctor Righetto: Ok! Muito obrigado novamente por tudo. Gostaríamos de aproveitar para agradecer a todos que tem nos apoiado desde os amigos, os zines, revistas, sites, família, mulher, microondas, cachorro, galera nos shows e o caralho!!! Valeu a todos vocês e um forte abraço.

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