• Tradução
por:
Antonio
Caldas
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Questões
por: Cezar Augusto
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Respostas
por:
Stanislav
Makrlik (bass guitar)
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Entrevista: 2007 Fevereiro * |
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TGZ:
Saudações! Diga-nos por
que motivos vocês colocaram o nome MORTIFILIA
para a banda?
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Stanislav
Makrlik:
Gostaria primeiramente de saudar todos os
fãs metal do Brasil. Mortifilia significa
“filha da morte” – esta
palavra vem do latim. Encontramos esta palavra
em algum dicionário. Soubemos mais
tarde que se refere também um jogo
fudido de PC, mas somos mais antigos, eu acho...
:)
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TGZ:
Vocês são da República
Tcheca e tocam Death Metal, quais os lançamentos
da discografia do Mortifilia até agora?
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Stanislav
Makrlik:
Só lançamos um único
álbum chamado “Redemption”,
em 2005. Todo que veio antes era demo. O primeiro
,,In Your Heard’’, em 1999, e
o segundo ,,Care of Gomorrah’’,
em 2000 – esses dois não eram
death metal puro, pois estamos ainda na busca
de nós mesmos. Eu acho que toda banda
passa por isso. A último demo , “Christ
hunt’’, de 2002, foi a forma correta
para a gente.
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TGZ:
Falando sobre o recente trabalho, “Redemption”,
explique-nos a relação do nome
do álbum para com as letras das faixas
musicais.
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Stanislav
Makrlik:
“Redemption” é uma seleção
de nossas melhores músicas, e seu nome
veio de uma música que é um
pouco diferente das outras – essa é
a nossa opinião. Não há
outra conexão entre o título
e o restante. Estávamos pensando em
muitos nomes para o álbum, e então
escolhemos “Redemption”.
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TGZ:
Inclusive, a capa mostra uma arte interessante
com um rosto de uma mulher em estágio
terminal (pelo que parece/aparenta) e também
existe uma simbologia na capa. Qual o significado? |

Stanislav
Makrlik:
O significado tem a ver com o nome da nossa
banda – realmente é filha, ou
é vítima da morte? Também
há símbolos conectados com nosso
país e com o tempo. A arte foi é
da Mondongo.
Um bom trabalho, você não acha?
(*N.R.:
-Sim, realmente !)
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TGZ:
O álbum “Redemption” foi
lançado pela Mondongo Canibale Records
da Espanha. Vocês estão satisfeitos
com o trabalho de divulgação
pela gravadora? |
Stanislav
Makrlik:
Sim. Estamos contentes com o trabalho deles
e essas coisas. Eles entraram em contato justamente
quando estávamos procurando um editor
para nosso primeiro álbum. Eles nos
ofereceram as melhores condições.
Nenhum editor do nosso país iria nos
oferecer tal distribuição fora
do país... vocês podem ouvir
falar na gente até mesmo aí
no Brasil. Esperamos que nossa parceria possa
continuar sem problemas. Atualmente estamos
negociando o lançamento do nosso segundo
álbum.
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TGZ:
Como vem sendo as críticas dos
meios de divulgação para com
o álbum? |
Stanislav Makrlik:
Acho que a receptividade tem sido boa no nosso
país, nem todas as bandas locais tocam
o mesmo estilo que a gente, então temos
muitos fãs. Também temos respostas
de outros lugares, de reviews em revistas,
ou algumas vezes pessoas deixam mensagens
em nosso site www.mortifilia.cz.
Muitas boas notícias, mas algumas vezes
reclamam do som ou do estilo antigo.
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TGZ:
O som furioso da Mortifilia relembra os gloriosos
tempos do Dismember, Entombed, Unleashed,
At The Gates. Em shows vocês tocam covers
de alguma dessas bandas?
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Stanislav
Makrlik:
Você está certo: somos realmente
influenciados por bandas como a Dismember
e Entombed. Tocamos apenas um cover do Dismember
durante nossas atividades, mas foi há
cinco anos – “Collection of Blood”.
Essa é uma grande música, e
a tocamos por 2 ou 3 anos. Então resolvemos
tocar outro som do Dismember, mas no final
não sobrou tempo. Preferimos tocar
nossas próprias músicas. Mas
vamos ver, talvez no futuro….
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TGZ:
Vocês possuem um grande currículo
de shows realizados, mais de 150 por seu país
e por outros também. Vocês teriam
fatos curiosos que aconteceram em shows para
nos contar? |

Stanislav
Makrlik:
Sim. Temos muitas histórias em nossa
carreira. Uma delas aconteceu enquanto íamos
para um show, ou foi na volta. Algumas vezes
pode ser um tanto perigoso. Uma vez... aconteceu
após algum ataque terrorista pelo mundo,
a gente viajou para um show na Áustria
– Innsbruck. Atravessamos a fronteira,
e após mais ou menos cinco quilômetros
havia uma patrulha do exército com
máscaras e armas. Eles pararam nosso
carro, todos tivemos de sair e ficar em fila.
Eles verificaram todo o carro e as caixas
das guitarras. É horrível o
sentimento quando se tem uma arma apontada
para você. Eles não acharam nada,
a não ser garrafas e latas de cerveja...
:)
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TGZ:
Como é a cena metálica
na República Theca?
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Stanislav
Makrlik:
Houve uma grande cena metal em nosso país
há poucos anos, mas nos últimos
anos a organização, e especialmente
as visitas para show decaíram. Podemos
perceber isso quando tocamos no mesmo local
com bandas muito boas e o público é
muito pequeno. Mas também há
alguns festivais e clubes que são uma
tradição, e isso é muito
importante.
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TGZ:
O que a Mortifilia conhece sobre a cena brasileira
de Metal? |
Stanislav Makrlik:
Sim. Às vezes ouvimos e vemos bandas
do Brasil por aqui. Eu acredito que vocês
possuem um bom cenário por aí.
Krisiun é muito bom, eu também
ouço Agrotóxico e certamente
Sepultura e Soulfly, mas eles são mais
americanos...
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TGZ:
Quais os planos da Mortifilia para 2007? |
Stanislav
Makrlik:
Nosso maior alvo agora é a gravação
do nosso novo álbum, que está
marcado para o verão e lançamento
no outono. Estamos também planejando
um tour por aqui mesmo, e se for possível
algo no exterior.
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TGZ:
Ok, nós do ThunderGod Zine agradecemos
pela entrevista concedida. Deixem suas mensagens
para os nossos leitores maníacos... |
Stanislav Makrlik:
Obrigado pela atenção. Saudações
a todos os fãs no Brasil. Espero que
vocês continuem sabendo do Mortifilia
após o lançamento do segundo
álbum no final de 2007. Cuidem-se!!!
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