» ENTREVISTA: SLOW «

- Perguntas : Elimar Oliveira-
- Respostas : Joel Moncorvo (baixo, backing vocal)-
- Entrevista realizada em Julho de 2007 -
Após uma década e meia de existência, a participação em algumas compilações local a banda baiana Slow acaba de ter seu primeiro álbum lançado, trata-se do disco “Killer Mermaid”. Para conhecer mais sobre sua musicalidade criativa e um pouco de sua história conversamos com o baixista e líder Joel Moncorvo que arrumou um tempo em sua apertada agenda para uma dinâmica conversa e o conteúdo da mesma vocês conferem abaixo...
TGZ: Saudações Joel Moncorvo!! É um prazer ter o Slow em nossas páginas, finalmente! Vocês estão na estrada a mais de 15 anos e agora saiu um play, qual foi o motivo desse longo período sem lançar um debut?

Joel Moncorvo Começamos as nossas atividades em 1992 e, às vésperas da gravação do nosso 1º CD, em 1998, tivemos problemas com a formação do grupo. Em 2004 retornamos, e em 2007 lançamos “Killer Mermaid”, pela Maniac Records.

TGZ: É certo que vocês participaram de coletâneas, dentre as quais eu conheci o som de vocês na coletânea “Dois da Bahia”, creio que o fato do Slow ter participado de compilações ajudou muito a divulgar a banda no underground, certo?

Joel Moncorvo Correto, as coletâneas/compilações facilitam bastante as bandas para divulgarem os seus trabalhos. Também participamos da coletânea “Bahia Rock Collection”, produzida pela ACCRBA.

TGZ: A formação do Slow sempre foi inconstante e agora após o lançamento do mini-álbum “Killer Mermaid” dois integrantes cederam seu posto a dois novos músicos, houve algum problema ou foi algo normal mesmo? Fale também sobre os novos integrantes, como chegaram até eles, etc.

Joel Moncorvo As mudanças em um grupo são inerentes, se algo não vai bem, tem de ser organizado. As pessoas precisam sobreviver e trabalhar. A falta de estrutura e valorização da cena faz com que grandes músicos busquem outros caminhos, foi o caso do nosso ex-vocalista e nosso ex-baterista. Sobre os novos membros David Blackmore (vocal) e Valter Filho (bateria), já conhecia o trabalho de ambos.


TGZ: Falando em “Killer Mermaid”, em primeiro lugar parabéns pelo excelente trabalho em todos os sentidos falando, não só no quesito virtuosismo como também feeling e criatividade, você poderia resumir em poucas palavras cada uma das cinco músicas?

Joel Moncorvo Obrigado!
Killer Mermaid – (Esse é o clássico da Slow). Foi composta em 1995 e até hoje ela retrata fielmente a intenção da Slow, que é fazer um som com bastante feeling e criatividade.
Come to the Other Side – Considero ela um Hard/Heavy bem pesado e com refrão comercial, mas não apelativo.
Ilusions – Uma balada rock que é capaz de nos levar a outras dimensões.
Sanctus Paradoxus – A mais progressiva de todas. Feeling, convenções e passagens rítmicas marcam essa música.
Possessed – Também composta em 1995, é um instrumental que tem um pouco de cada música citada acima. Momentos singelos, momentos fortes, variações rítmicas e uma grande sensação de descanso e curiosidade no decorrer da música.

TGZ: A veia musical do play não tem uma definição exata, mas posso afirmar que seja um Heavy Rock com uma pegada Hard Rock e Rock Progressivo e por ai passeiam estilos como Fusion, Soul... Ehehehe, acho que viajei legal hein? Mas eu não poderia deixar de citar a inserções de backing vocais guturais, há algum conceito lírico para você ter feito esses backing vocais guturais?

Joel Moncorvo Você não viajou, você está correto. A Slow compõe sem nenhum compromisso com a mídia apelativa. Não temos nada contra ninguém e nenhum estilo. Cada um faz o que achar correto. Sobre os vocais guturais, eles expressam um sentimento muito profundo e sempre os utilizei em composições dentro da Slow. Sobre o conceito lírico, se observarmos os vocais guturais pelo lado poético relacionado ás emoções e sentimentos íntimos, podemos dizer que está dentro do conceito lírico.

TGZ: Agora uma curiosidade: Por que “Killer Mermaid”?

Joel Moncorvo Ele representa exatamente o nosso grupo e a nossa história, é como se nós demonstrássemos nossa gratidão a ela

TGZ: E a divulgação desse play, o pessoal tem entrado em contato com vocês? O público tem curtido bem o trabalho?

Joel Moncorvo Sim, as pessoas em geral têm gostado muito do trabalho e fazendo suas críticas.

TGZ: Eu acho que foi uma boa sacada o álbum ter apenas 5 músicas, o estilo as vezes é mal compreendido e sendo de certa forma curto acaba agradando aos que curtem som virtuoso e aos que curtem o som mais direto, essa foi a idéia em lançar o álbum com pouco mais de 30 minutos?

Joel Moncorvo Não. Lançamos apenas com 30 minutos por falta de condições de tempo para fazer um álbum maior. Tínhamos prazos a cumprir e, na época da gravação, tivemos problemas com a formação do grupo. Temos músicas mais diretas também, mas com a nossa característica.

TGZ: Você também tem uma carreira solo que em breve vai lançar um play e também é baixista do Ungodly que vem divulgando seu debut, e tem várias atividades fora as bandas, como você consegue equacionar esse tempo curtíssimo?

Joel Moncorvo Responsabilidade, prazer e retorno financeiro. Bem, o meu sustento financeiro vem diretamente da música, tenho que estar bem organizado com o meu tempo. As minhas aulas, pesquisas e workshops de contrabaixo são á base do meu sustento.

TGZ: E quais os planos pro futuro próximo para seus projetos?

Joel Moncorvo (Risos) São muitos! Finalizar a pesquisa “O Contrabaixo e a Criança Surda”, que estou realizando no Centro de Atendimento ao Surdo, em Salvador e também o site dessa mesma pesquisa que se encontra em fase final, com lançamento para o final de julho de 2007. Estou lançando em agosto pela Dynamo Records, o meu CD instrumental “Muito Além do Som” e um site específico para o CD. Em setembro estarei na Expomusic 2007 realizando vários workshops pela Crafter (empresa que me patrocina contrabaixos). Dar continuidade as colunas musicais que escrevo para sites da web e revistas especializadas de contrabaixo. Já comecei a escrever o meu método de contrabaixo que será dividido em quatro módulos (Teoria Musical – Slap – Tapping – Pizzicato). Com a Slow e Ungodly, dar continuidade às divulgações dos álbuns lançados e, no caso do Ungodly, já estamos compondo o nosso próximo trabalho. Estou inaugurando em minha nova residência um estúdio com uma nova estrutura para o aprendizado do contrabaixo.

TGZ: Joel, muito obrigado mesmo pela entrevista, desejo toda sorte ao Slow que faz um excelente trabalho e eleva a qualidade da cena Metal baiana, finalize deixando suas considerações finais.

Joel Moncorvo Obrigado a Elimar Oliveira e todos da equipe do ThunderGod Zine. Agradecemos também aos nossos patrocinadores: Crafter (contrabaixos), M.Laghus (Guitarras), T. Miranda (Pedais) e Spanich (Captadores). Aos leitores agradeço a atenção e convido-os para conhecer mais sobre a Slow no site: www.slow.com.br. Quem desejar escutar ou comprar o nosso CD Killer Mermaid, pode acessar o meu site, tem um play que abre automaticamente: www.joelmoncorvo.com ou o site do nosso guitarrista Ricardo Primata com muitas informações sempre atualizadas: www.ricardoprimata.com.br

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