» ENTREVISTA: USIPIAN «

Tradução por: Sugas Banger

Questões por: Bugra (Colaborador Turco)

Respostas por: Nis Rode Larsen

USIPIAN

CONTATOS:

C/o Nis Rode Larsen

e-m@il: nis@usipian.dk

Web Site: http://www.usipian.dk

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TGZ: Hail Nis. Como vão as coisas? Se você está pronto eu vou começar de uma vez.

Nis: Hey man. Bem, tudo anda bem atualmente e agora eu estou passando um tempo respondendo suas questões tarde da noite, enquanto Celtic Frost “molesta” minhas caixas de som.

TGZ: Minha primeira pergunta é: como o Usipian se juntou? Você pode fazer uma pequena biografia? E em temo, qual é o significado do Usipian?

Nis:
Em 1995 Toke (vocal) começou a banda e Tais (guitarra) se juntou posteriormente. Estes dois são mos únicos que remanesceram de lá para cá, naquela época eles tocavam em um estilo black inspirado no death metal, talvez com uma pouco da veia do velho Dissection. Eu entrei na banda em 2000 e logo depois nos mudamos o nome para Usipian. Eu acho que a mudança de nome pode ter sido vista de certa forma como o nascimento do que hoje é o Usipian. Desde então Jeppe (guitarra) entrou na banda em no começo de 2003 e Kent (baixo) se juntou a nós pouco depois. Como Usipian nós lançamos a demo (“The Human Spirit Massacre”; 2001), e uma promo (“Promo 2003”; 2003) um EP em cassete(“Clouded Restrainment”, 2004) e recentemente – finalmente eu devo acrescentar – nosso debut (“Dead Corner of the Eye”; 2005). Nós temos feito apresentações ao vivo como abertura de bandas como Vader, Macabre and Aura Noir, mas infelizmente nada ainda fora da Dinamarca. O que esperamos mudar. Usipian (ou Usipi) é o nome de uma antiga tribo germânica que – de acordo com textos etnográficos do historiador romano Tacitus – estava situada no Rhine entre Lippe e Ruhr no que hoje é a Alemanha ocidental.

TGZ: E quero parabenizar você pelo seu debut. É um trabalho pesado e matador!Você pode nos dizer como ele ficou pronto? Você ficou satisfeito?

Nis
: Eu fico feliz que você tenha gostado!! Talvez você tenha notado que o material do “Dead Corner of the Eye” é bem variado com varias nuances diferentes. A razão para isto é simples, este álbum é uma compilação de faixas que têm sido compostas por um longo período de tempo. A faixa mais antiga é a “An Everborn” que data de 1999, já a “World Without Skin” foi finalizada bem a tempo de ser incluída no álbum. Através dos anos, houve muitas mudanças de formação e varias discussões de qual direção a banda deveria tomar. Nós providenciamos para que todos estes problemas fossem resolvidos de uma vez por todas, e sem nenhuma duvida o atual line-up é o melhor que já tivemos até hoje e com todos focados em como a banda deve ser. Você pode contar com isto no nosso próximo álbum – o qual estamos trabalhando – nós seremos mais consistentes e melhor estruturados. Mas isto não significa que não estamos satisfeitos com o debut, pelo contrário, nós acreditamos que é um álbum extremamente forte, mas é importante estarmos focados que podemos ser melhores.

TGZ: Por quantos anos é o contrato com a Metal Fortress Entertainment? Vocês estão satisfeitos? Quais são as suas expectativas?

Nis
: O contrato é para um álbum (“Dead Corner of The Eye”), e uma opção adicional para a realização de outro álbum. Se a opção for usada nós iremos re-negociar o contrato. Nós esperamos que a MFE nos suporte de todos os meios possíveis. No momento estamos bem satisfeitos com nosso selo e parece que eles estão promovendo o álbum muito bem. Isto é o principal no começo. Eles também vão nos arranjar shows em alguns lugares na Suécia neste inverno, estamos contando com isso. MFE nos trata com respeito e nos dá liberdade artística o que definitivamente é importante. Nós esperamos ver a versão vinil de nosso debut sendo lançado em futuro bem próximo, e eu tenho certeza que será lançado.

TGZ: Eu tenho muita curiosidade para ver o show de vocês (algum dia, eu espero poder assistí-los). Como vocês se preparam para o show? Você lembra de alguma coisa engraçada que aconteceu em um show, que possa nos contar?

Nis
: Bem, talvez você possa nos ver algum dia. Nunca se sabe. Pois bem, algumas semanas antes dos shows, nós começamos a ensaiar com mais freqüência do que o costume. Nós entramos em acordo sobre o set list, e ensaiamos estas músicas em particular, a fim de executá-las com perfeição. Um incidente engraçado em particular? -Uma vez eu vi um casal no backstage onde a garota estava pagando um boquete para o cara, sem a menor preocupação de serem discretos. Isto aconteceu apenas alguns minutos antes de eu entrar no palco...ehh...Acho que isto é no mínimo estranho, não?

TGZ: Quais os últimos eventos do Usipian? Conte-nos.

Nis
: O último show que fizemos foi em agosto, abrindo para o Macabre, desde então estamos focados em compor para o nosso próximo álbum. Até agora nós temos uma faixa já pronta (“In Skinless Form”) que está fodasticamente malvada. Mais uma vez eu lembro que temos camisas do Usipian apenas com o logo, e em breve termos com a pintura completa do “Dead Corner of The Eye”. Toke e eu andamos ocupados dando entrevistas toda semana. Novas reviews positivas do nosso debut estão aparecendo em todo lugar pela net. Esta é a situação atual.

TGZ: Com o que você se ocupa além da música? Você tem algum outro trabalho?

Nis
: Além de estar ocupado com o Usipian – e também o Strychnos – Eu estudo historia na Universidade de Copenhague. Eu tenho bacharelado em história. Eu também trabalho em um instituto de análises, que é algo horrivelmente puta chato para dizer a verdade. Eu não sei por que eu ainda trabalho lá. Pensando bem, isto atualmente é um grande mistério.
TGZ: Eu comparo o seu trabalho de bateria com o de Dave Culross. Na minha opinião o seu estilo lembra o dele (aproveito para dizer que sou um grande fã de Dave Culross). Com que idade você começou a tocar bateria? Em outras palavras, quem te incentivou a tocar bateria?E por último quantas horas você pratica por dia?

Nis: Eu definitivamente tomo isto como uma elogio, considerando que Dave Culross com certeza me incentivou desde o começo. Eu me lembro de ter ficado espantado com o seu trabalho no álbum “Eternal” do Malevolent Creation quando este foi lançado. Não muito tempo depois, eu ouvi rumores que ele iria tocar com o Suffocation na turnê deles com o Decide e o Konkhra. Isto foi em 1995 se eu me recordo bem. Pois bem, Eu fui ver o show quando a turnê chegou em Copenhague e Culross teve uma performance espantosa, especialmente considerando que ele não teve muito tempo para ensaiar o set do Suffocation antes de eles saírem em turnê. Eu devo admitir que tendo a achar a sua performance no começo de careira melhor do que seus trabalhos recentes, mas isso - acho eu – se deve ao fato de eu ser mais facilmente impressionado na adolescência. Particularmente, eu comecei a tocar com 13 anos, eu comecei porque eu estava impressionado com a técnica de bumbo duplo, usada na música extrema. Contudo, por causa disso, eu somente aprendi a tocar Metal, o que é uma desvantagem como baterista. Eu estou ciente das minhas limitações, assim por dizer. No começo eu fui inspirado por bateristas como: Dave Lombardo (Slayer), Stephane Provencher (Gorguts), Sean Reinert (Cynic/Death), Gene Hogland (Dark Angel), Pete Sandoval (Morbid Angel) Brandon Thomas (Ripping Corpse) e – como foi comentado – Dave Culross, apenas mencionando os que surgiram na minha mente neste momento. Infelizmente eu moro longe do lugar onde nós ensaiamos, então, eu não posso tocar o meu kit o quanto eu gostaria, quando nós não estamos ensaiando, eu ensaio em casa usando um “practice pad” e um “click track”.

TGZ: Jeppe Hasseriis é quem produziu todos os materiais do Usipian e é também o guitarrista da banda. Eu gostaria de saber como ele aprendeu este ofício (na verdade eu deveria perguntar isto ao Jeppe)? Ele produz outras bandas?

Nis
: Eu acredito que Jeppe tem tido este interesse em produção já há mais de 10 anos. Em muitos aspectos ele é um cara muito talentoso e fez por impulso a produção da primeira demo da Azalon sozinho, além de ter tocado todos os instrumentos. Isto foi no começo de 1996. Ele, em seguida, passou o ano de 1999 tomando cursos em um estúdio (Neverland Recordings) que oferece aprendizado teórico e geral deste ‘know how’, em como usar esta ferramenta em várias gravações que os estudantes faziam. Logo após, ele tomou um curso de meio ano numa escola de música, que além de ter várias bandas querendo gravar, oferecia o mesmo tipo de educação do Neverland Studios. Por causa do seu conhecimento prévio do assunto, ele foi direto do começo para já começar a trabalhar com bandas, o que no final deu a ele um ótimo grau de experiência. Eu acho. Ele não fez mais nenhum curso, porém ele trabalhou como produtor /engenheiro de som com bandas como Koldborn, Denial of God e Nortt, além da demo do Usipian, mesmo antes de ele estar na banda. Nos últimos anos, ele tem feito gravações de várias outras bandas como Victimizer, Arghoslent e de novo o Nortt. Ele também começou a trabalhar no maio clube de Copenhague o ‘The Rock’. Por causa disso, foi natural que ele teve muito com o que contribuir nas gravações do “Dead Corner of the Eye”. É muito bom ter um membro na banda com tantas habilidades.

TGZ: Eu tenho lido que os noruegueses e os dinamarqueses têm discutido sobre quem são os verdadeiros Vikings. Eu estou curioso a respeito da sua opinião neste caso. É verdade para você?

Nis: Bem, Os noruegueses que se ocupam mais trazendo esta discussão à tona, e eu lhe digo por que. Chama-se baixa auto-estima. Veja bem, a Noruega tem sido o irmão menor da escandinava, a Suécia é o irmão mais velho e a Dinamarca o irmão do meio. Por 400 anos a Noruega esteve sobre a coroa dinamarquesa. Contudo, em 1814 nós perdemos a Noruega por que nos éramos aliados de Napoleão, e como todos sabem, ele perdeu a guerra. A Noruega foi forçada a ser governada pela Suécia até 1905 quando eles finalmente ficaram independentes. Mas o que eles fizeram então? Eles escolheram um príncipe dinamarquês para se tornar rei da Noruega, que criou uma bandeira que é obviamente baseada na bandeira da Dinamarca. A bandeira dinamarquesa data de 1219 – é literalmente a bandeira mais antiga do mundo. Então como você sabe, o irmão pequeno tenta sempre se impor e se auto-afirmar para os outros principalmente para os seus irmãos mais velhos. Por causa disso os noruegueses se tornaram bastantes nacionalistas (nada errado contra isto, mas não de um modo infantil) e eles são enfáticos, concisos e orgulhosos da parte da história que a Noruega não estava sobre as leis dinamarquesas. Tudo isto é compreensível, mas é absurdo ouvir noruegueses gritando para todos os cantos que a Noruega é a única terra verdadeiramente dos Vikings. É verdade que foi na sua maioria Vikings noruegueses que – atravessando o atlântico-norte – encontraram terras novas (Islândia, Groenlândia e Vinland), porém os feitos dos Vikings suecos e dinamarqueses são tão grandes quantos estes. Eu poderia dissertar páginas sobre este assunto, como um exemplo: os vikings dinamarqueses conquistaram a Inglaterra e forçou os ingleses a terem um rei dinamarquês e a pagarem altos impostos, tal fato as crianças inglesas não aprendem na escola, pois é um fato embaraçoso para a tão real coroa inglesa. Nós saqueamos completamente a França em 845, forçando o rei francês a pagar muito dinheiro apenas para irmos embora. É também sabido que os Vikings eram conhecidos por falar uma língua que era chamada “língua dinamarquesa” naquela época. Eu também conheço um acontecimento engraçado, quando eu estava estudando arqueologia na universidade (como você já sabe) o mais bonito e preservado navio viking tinha acabado de ser achado – o navio Oseberg – foi descoberto ao sul da Noruega. Está agora exposto em um museu em Oslo e os noruegueses – inexplicavelmente – tem muito orgulho do navio. É sempre usado em cartões postais, etc. E é sempre usado como um símbolo da era Vikings da Noruega. Mas as maiorias dos noruegueses (e dinamarqueses que é o que importa) não sabem que o navio Osberg de acordo com pesquisas cientificas arqueológicas parece mais com um navio dinamarquês.
Esta é atualmente uma teoria relevante que maioria dos arqueólogos (inclusive noruegueses) concorda. Você poderia me perguntar talvez porque arqueólogos dinamarqueses não fazem alarde sobre o fato, mas o fato é que nós nem estamos muito ligando para isto na Dinamarca, porque nós temos uma mentalidade diferente. Os noruegueses podem viver na sua feliz ignorância que o Osberg é o ‘seu’ navio. Outro fato interessante, é que se você for procurar os nomes de lugares que são derivados do deus germânico Odin – o que dá uma ótima indicação onde ele mais foi adorado – você encontra ele em sua maioria na Dinamarca, alguns lugares na Suécia, e quase nenhum na Noruega. Para se ter uma idéia, a terceira maior cidade da Dinamarca se chama Odense. Eu só mencionei isto como um gracejo para as hordas norueguesas adoradoras de Odin, as bandas de ‘Viking Metal’, hehe...
Em resumo, os três países escandinavos têm um relacionamento de amor e ódio entre eles, mas nós somos definitivamente culturalmente inseparáveis, eu gosto bastante dos suecos e dos noruegueses em geral. Caramba, minha namorada sueca me mataria provavelmente se eu dissesse o contrario.

TGZ: Sobre mp3 você acha que é algo util para as bandas? A maioria das pessoas preferem fazer o download a comprar o álbum. O que você gostaria de dizer sobre o assunto?

Nis
: Um bom jeito de se saber se o álbum é bom é baixando-o. Pelo menos esta é a razão pela qual eu baixo música. Se eu gostar do que eu baixei, eu irei comprar, se eu não gostar eu irei deletar – Sem nenhum dano causado. Eu tenho encontrado vários sites onde o nosso debut está disponível para download, isto me deixa um pouco orgulhoso de alguma forma. Nós não pudemos nos sustentar apenas tocando death metal, então economicamente para a gente não há nenhum problema em baixarem ao invés de comprá-lo. Quem sabe, algum deles compre o álbum se gostarem dele. Provavelmente algumas pessoas nem teriam considerado comprar o álbum se não tivessem encontrado ele disponível para download. Nesta perspectiva, compartilhar música na rede pode beneficiar a banda, o selo e os ouvintes. Contudo se o propósito é apenas evitar gastar dinheiro, então eu me sinto mal pelos selos desde que eles se comprometeram com um investimento de risco no que diz respeito ao o que eles fazem por nós, e isto afeta banda indiretamente, pois o selo pode não querer oferecer um orçamento que proporcione uma gravação de qualidade para o álbum. Respondendo sua pergunta eu acho mp3 útil, sendo com o propósito de saber quais vinis eu tenho que comprar.

TGZ: Imagine que você esteja num bote com duas pessoas; Você, G.Bush e Eminem, uma tempestade encheu o bote de água e você tem que jogar uma das pessoas para fora do bote. Qual pessoa você jogaria para fora? Por quê?

Nis
: Bush!!! Ele teria que ir nadando e meu único arrependimento seria se o mar não estivesse cheios de tubarões.

TGZ: O que você acha desta seqüência de eventos terroristas, que estão acontecendo no mundo? Principalmente, os últimos acontecimentos na Inglaterra que provocaram certo mal estar dos ingleses perante o povo muçulmano. Você concorda que é correto afirmar que algumas vezes os povos que sofrem são taxados de culpados?

Nis
: Aquele que planta vento colherá tempestades. Eu acredito que estes países que tenham esta política de coalizão – infelizmente eu incluo a Dinamarca – estão agora provando do seu próprio remédio. Isto não significa que eu apoio o terrorismo islâmico? -É claro que não. Eu odeio os dois lados igualmente. Com que diabos eu agüentaria a estúpida louvação de Israel, a ganância e o falso fundamentalismo cristão (motivo da resposta da questão 12) ou um ignorante aliterado que se ajoelha cinco vezes num dia com a cabeça no carpete e reza: ”Allah hu Akbar”?

TGZ: Você se interessa por futebol? A Dinamarca não irá à copa do mundo, você assistiu a partida?

Nis
: Sim, eu me interesso. Pelo menos quando se trata da Eurocopa e da Copa do Mundo. Quando eu era criança eu costumava jogar futebol até que o Metal tornou-se mais interessante. A Dinamarca realmente não mereceu se classificar para a copa, jogando mal do jeito que a gente jogou, mas é claro eu também culpo a Turquia. Com que diabos a Turquia pôde se classificar (você está bravo agora, heheh...?), e a Dinamarca uma ex-campeã da Eurocopa não pôde? -Fodam-se. Nós voltaremos!!!!

TGZ: Vamos colocar um fim nesta entrevista. Eis a minha última pergunta, Nis. Eu gostaria de saber a música que você gostaria que tocasse em seu funeral? E qual álbum você daria ao seu pior inimigo? Espero que você responda estas perguntas com prazer. Desejo sucesso no futuro!

Nis
: Eu quero “Angel of Death” para ser tocada em mais alto volume enquanto eu marcho para o reino dos mortos. Para o meu inimigo eu chocaria ele com as lindas melodias de casamento contidas no “Stormbläst” do Dimmu Borgir. Ou isto seria muito cruel? -Obrigado pelo apoio!! Foi um deleite responder uma entrevista com perguntas nada comuns!

 
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