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Tradução
por: Paula
Jabür
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Questões por:
Cezar Augusto
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Respostas por: Artur Grabowski
Hellfire
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TGZ:
Conte-nos como foi a origem da HellFire
e por que escolheram este ardente nome para
a banda. |
Artur: Oi, eu sou Artur Grabowski,
do Hellfire. Olá para todos os leitores
do Thundergod Zine. As raízes da Hellfire
remontam a 1999, quando o jovem Kuba Olejnik
(guitarrista) e seus colegas criaram a banda
inspirada em thrash metal da segunda metade
dos anos 80. Bem no início eles tocavam
covers de suas bandas favoritas e, então,
começaram a criar suas próprias
coisas. Se auto nomearam Hellfire por causa
do sangue quente e infernal que corria em
suas veias (hehehehe). Até hoje, apenas
Kuba permaneceu na banda e a formação
atual, muito mais infernal, é: Kuba
"Oley" Olejnik – guitarra,
Gregory "Eliminator" Olejnik –
bateria, Artur "Arturos" Grabowski
– guitarra, Tomasz "TomTheStorm"
Twardowski – vocais.
Mas se quiser todos os detalhes apimentados,
visite nosso website: http://www.hellfireband.com
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TGZ:
Os membros já tocaram em outras
bandas? Quais? |
Artur: Sim,
tocamos, mas acho que não foram importantes
o suficiente para mencioná-las. De
qualquer forma, nenhuma dessas bandas existem
mais e há muito tempo nosso estilo
musical tomou rumos diferentes.
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TGZ:
Falando sobre o álbum “Requiem
For My Bride”, como foi o acordo para
lançamento através da grega
Sonic Age Records? |
Artur: Em 2004, gravamos nosso Promo-CD
"Where is the Answer" que foi enviado
para selos de todo o mundo. Um deles, o Sonic
Age Records, recebeu uma cópia e gostou
bastante. Nos ofereceram boas condições
unidas a lançamento e promoção
e, após longas e quentes negociações,
fechamos o acordo.
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TGZ:
E vocês estão satisfeitos
com o trabalho da Sonic Age Recs? |
Artur: A parceria com o SAR é
uma grande surpresa para nós. Não
esperávamos conhecer pessoas tão
profissionais. Nós ouvimos de outras
bandas informações muito estranhas
sobre selos, cooperações etc.
(especialmente quando conversávamos
sobre selos poloneses). Na verdade, você
não sabe nada até assinar o
contrato. Então, quando você
assina seus primeiros papéis é
um tipo de risco. Poucas bandas
assinaram contratos com selos famosos no início
de suas carreiras. De qualquer forma, estamos
muito contentes com a cooperação
da Sonic Age Records. Os caras da Grécia
estão fazendo um grande trabalho por
nós. Nos mandam todas as notícias,
nos informas sobre eventos. Houve diversas
resenhas, algumas músicas estavam no
ar numa rádio estrangeira. Apesar de
serem um selo novo, a Sonic Age Records contrata
pessoas muito experientes e profissionais.
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TGZ:
“Requiem For My Bride” apresenta
na capa o detalhe de um rosto em perfil chorando
sangue. Esclareçam o significado dessa
arte, e quem foi o idealizador. |
Artur: Toda parte do design foi feita
pela MUSIC FORWARD. Lay-out, capa, fotos etc
foram criados por esse studio gráfico
grego. Nós realmente queríamos
que o lay-out se encaixasse com as letras
do album e, acredite, tivemos grandes problemas
com designers poloneses para fazer isso direito.
Felizmente, a Sonic Age Records tem parceria
com a Music Forward e nós lhes mandamus
nossa visão doentia do booklet. O efeito
foi fantástico. Quando vimos o projeto,
dissemos: "Que visão grandiose
e fodida!!!". Quanto ao significado da
arte eu não vou dizer nanda, porque
acho que cada um deve interpretar o que vê
de forma pessoal.
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TGZ:
As letras do “Requiem For My Bride”
seguem uma ideologia conceitual ou os temas
líricos são independentes? |
Artur: RFMB é um álbum
conceitual e as letras criam uma integridade
lógica. O álbum é realmente
uma história de suspense e, às
vezes, acho que o clima é muito similar
ao dos contos do rei do horror, Stephen King.
Mas, não posso te dizer mais. Você
deve comprar o álbum para saber do
que estou falando!
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TGZ:
Quanto ao processo de composição,
vocês aliam bem agressividade e melodia
nas passagens exploradas. Comentem sobre as
inspirações para a criação
dos arranjos e construção das
músicas? |

Artur: Nós ouvimos todos os tipos
de Metal e nosso estilo é uma combinação
de nossas preferências. É difícil
dizer quais bandas que mais nos influenciam.
A música é criada principalmente
pelos guitarristas (eu e Kuba), mas o produto
final é lapidado durante nossos ensaios.
Nossa concepção cresce em nossas
cabeças muito espontâneamente.
Às vezes podemos fazer uma música
inteira em apenas uma noite (como a "Twist
of Knife"), mas, às vezes, mudamos
a estrutura milhares de vezes antes de chegar
na versão final. Contudo, música
vem primeiro, riffs após riffs, quando
a música é finalizada (mais
ou menos), o vocalista faz suas partes de
melodia, escreve letras e então transformamos
tudo em uma coisa só. Essa é
nossa melhor fórmula testada. Mas,
como o RFMB é conceitual tivemos um
pequeno problema: tinhamos que adequar letras
com agressividade e melodia para passar o
clima da produção como um todo.
Acredite em mim - álbum conceitual
é realmente díficil de fazer.
Mas, honestamente, posso dizer que fizemos
bem. Acho que o próximo será
com temas livres e independentes nas letras.
Mas quem sabe? Temos idéias loucas
na cabeça.
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TGZ:
Como estão sendo as resenhas dos
meios de divulgação com relação
ao álbum? |
Artur: Muito positivas. Todos vêm
neste material relação com os
anos 80, técnica e velocidade. E era
isso que nós queríamos. Então
estamos satisfeitos. Até hoje, de todas
as resenhas que vimos, apenas 3 ou 4 nos deram
nota média. O resto foram boas resenhas
com bom ou muito bom como resultado e isso
nos encoraja a fazer material que receba notas
ainda mais altas! Claro que a última
palavra é dos fãs, porque eles
são o alvo ao qual nossa música
é direcionada.
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TGZ:
Vocês fazem muitos shows e participam
de festivais? Citem os mais importantes em
que tiveram o prazer de tocar. |
Artur: Recentemente não tivemos
tocado muito. Mas estamos planejando alguns
shows na Polônia. Tenho ótimas
memorias do "Raise Your Fest II",
em Cracow. No dia anterior tínhamos
um show em Malbork e tudo foi mal. Era um
open air, estava chovendo, tivemos problemas
com o som e durante meu solo quebrou a corda.
Uau... que pesadelo! Então não
estávamos de bom humor ao chegar em
Cracow, mas, felizmente, a situação
mudou. Estava lotado de headbangers, ótima
atmosfera e pura loucura durante o show. Sim,
eu acho que até hoje, foi o melhor
da minha vida.
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TGZ:
Quais as suas opiniões sobre o cenário
Heavy Metal de seu país? |
Artur: Na Polônia, black e death
são muito conhecidos quando se fala
de Metal. Mas, devagar (pra mim devagar demais)
a cena heavy/thrash está ganhando força.
Pessoas de vilarejos e cidades pequenas são
sedentos por festivais de metal. Nas cidades
grandes a situação é
totalmente diferente. Só shows grandes
são capazes de atrair público
e tem que ter alguma estrela muito famosa.
Comparecimento a shows menores é muito
fraco e acho que o maior problema é
que não há metal na mídia
polonesa. Críticos não vêem
ou não querem ver outras bandas, especialmente
de heavy/thrash. Pessoas de gravadoras polonesas
preferem promover bandas estrangeiras a investir
dinheiro em bandas locais (especialmente de
metal). Acredite, temos um grande número
de bandas novas de heavy/thrash, mas ningué,
nunca ouviu falar deles.
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TGZ:
O quê vocês conhecem da cena
brasileira de Metal? |
Artur: Sinto muito, mas não sei
bem quais as condições da cena
metal brasileira hoje. Quando começamos
com metal sabíamos muito mais. Quando
eu era um jovem headbanger, entre os anos
80 e 90, eu ouvia Sepultura (especialmente
"Schizophrenia" e "Beneath
the Remains"). Hoje em dia se alguém
me pergunta sobre cena brasileira, eu associo
com Sepultura. Além disso, tenho em
minha discografia Sarcófago e Ratos
de Porão. Até acho que RxDxPx
fez shows em Warsaw, em 2004. Mas agora eu
sigo mais Sepultura e Soulfly.
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TGZ:
Antes de finalizar, falem sobre o significado
do Heavy Metal na vida de vocês. |
Artur: Metal é muito improtante
em minha vida. Eu amo tocar ao vivo, curtir
com os irmãos, beber cerva com todos
os bangers e fãs de metal. Metal me
dá uma insanidade mental, poder vital,
energia e força para viver. Metal é
a coisa mais importante na minha vida. Eu
ouço desde meus 10 anos de idade e
até hoje me lembro do meu primeiro
MCD - Venon "The singles 80-86".
Todos os dias eu ouço música
e não consigo dormir sem ouvir antes.
Eu tenho os melhores sonhos depois de "The
Sham Mirrors" - Arcturus e "Enemies
of Reality" - Nevermore. Às vezes
estou andando na rua e assobiando minhas músicas
favoritas e riffs matadores surgem na minha
cabeça; especialmente quando estou
irritado após o serviço.
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TGZ:
Muito obrigado pela oportunidade e presença
no ThunderGod Zine, desejamos forças
para a HellFire em sua estrada... |
Artur: Obrigado pela entrevista e pelas
palavras sobre "Requiem...". Hail
para todos os leitores e membros do ThunderGod
zine. Continue Metal para sempre !!!
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