» ENTREVISTA: HELLFIRE «

} Tradução por: Paula Jabür

}
Questões por: Cezar Augusto


} Respostas por: Artur Grabowski

Hellfire

CONTATOS:

Sonic Age: C/o Manos Koufakis
Sokratus 37 - 124 62
Dasos Haidariou - Athens - Greece

http://www.sonicagerecords.com

http://www.hellfireband.com
 
Versão original em Inglês ( Version Original in English ) => Clique aqui/Click here
TGZ: Conte-nos como foi a origem da HellFire e por que escolheram este ardente nome para a banda.

Artur: Oi, eu sou Artur Grabowski, do Hellfire. Olá para todos os leitores do Thundergod Zine. As raízes da Hellfire remontam a 1999, quando o jovem Kuba Olejnik (guitarrista) e seus colegas criaram a banda inspirada em thrash metal da segunda metade dos anos 80. Bem no início eles tocavam covers de suas bandas favoritas e, então, começaram a criar suas próprias coisas. Se auto nomearam Hellfire por causa do sangue quente e infernal que corria em suas veias (hehehehe). Até hoje, apenas Kuba permaneceu na banda e a formação atual, muito mais infernal, é: Kuba "Oley" Olejnik – guitarra, Gregory "Eliminator" Olejnik – bateria, Artur "Arturos" Grabowski – guitarra, Tomasz "TomTheStorm" Twardowski – vocais.
Mas se quiser todos os detalhes apimentados, visite nosso website: http://www.hellfireband.com

TGZ: Os membros já tocaram em outras bandas? Quais?

Artur:
Sim, tocamos, mas acho que não foram importantes o suficiente para mencioná-las. De qualquer forma, nenhuma dessas bandas existem mais e há muito tempo nosso estilo musical tomou rumos diferentes.

TGZ: Falando sobre o álbum “Requiem For My Bride”, como foi o acordo para lançamento através da grega Sonic Age Records?

Artur:
Em 2004, gravamos nosso Promo-CD "Where is the Answer" que foi enviado para selos de todo o mundo. Um deles, o Sonic Age Records, recebeu uma cópia e gostou bastante. Nos ofereceram boas condições unidas a lançamento e promoção e, após longas e quentes negociações, fechamos o acordo.

TGZ: E vocês estão satisfeitos com o trabalho da Sonic Age Recs?

Artur:
A parceria com o SAR é uma grande surpresa para nós. Não esperávamos conhecer pessoas tão profissionais. Nós ouvimos de outras bandas informações muito estranhas sobre selos, cooperações etc.
(especialmente quando conversávamos sobre selos poloneses). Na verdade, você não sabe nada até assinar o contrato. Então, quando você assina seus primeiros papéis é um tipo de risco. Poucas bandas
assinaram contratos com selos famosos no início de suas carreiras. De qualquer forma, estamos muito contentes com a cooperação da Sonic Age Records. Os caras da Grécia estão fazendo um grande trabalho por nós. Nos mandam todas as notícias, nos informas sobre eventos. Houve diversas resenhas, algumas músicas estavam no ar numa rádio estrangeira. Apesar de serem um selo novo, a Sonic Age Records contrata pessoas muito experientes e profissionais.

TGZ: “Requiem For My Bride” apresenta na capa o detalhe de um rosto em perfil chorando sangue. Esclareçam o significado dessa arte, e quem foi o idealizador.

Artur:
Toda parte do design foi feita pela MUSIC FORWARD. Lay-out, capa, fotos etc foram criados por esse studio gráfico grego. Nós realmente queríamos que o lay-out se encaixasse com as letras do album e, acredite, tivemos grandes problemas com designers poloneses para fazer isso direito. Felizmente, a Sonic Age Records tem parceria com a Music Forward e nós lhes mandamus nossa visão doentia do booklet. O efeito foi fantástico. Quando vimos o projeto, dissemos: "Que visão grandiose e fodida!!!". Quanto ao significado da arte eu não vou dizer nanda, porque acho que cada um deve interpretar o que vê de forma pessoal.

TGZ: As letras do “Requiem For My Bride” seguem uma ideologia conceitual ou os temas líricos são independentes?

Artur:
RFMB é um álbum conceitual e as letras criam uma integridade lógica. O álbum é realmente uma história de suspense e, às vezes, acho que o clima é muito similar ao dos contos do rei do horror, Stephen King. Mas, não posso te dizer mais. Você deve comprar o álbum para saber do que estou falando!

TGZ: Quanto ao processo de composição, vocês aliam bem agressividade e melodia nas passagens exploradas. Comentem sobre as inspirações para a criação dos arranjos e construção das músicas?

Artur:
Nós ouvimos todos os tipos de Metal e nosso estilo é uma combinação de nossas preferências. É difícil dizer quais bandas que mais nos influenciam. A música é criada principalmente pelos guitarristas (eu e Kuba), mas o produto final é lapidado durante nossos ensaios.
Nossa concepção cresce em nossas cabeças muito espontâneamente. Às vezes podemos fazer uma música inteira em apenas uma noite (como a "Twist of Knife"), mas, às vezes, mudamos a estrutura milhares de vezes antes de chegar na versão final. Contudo, música vem primeiro, riffs após riffs, quando a música é finalizada (mais ou menos), o vocalista faz suas partes de melodia, escreve letras e então transformamos tudo em uma coisa só. Essa é nossa melhor fórmula testada. Mas, como o RFMB é conceitual tivemos um pequeno problema: tinhamos que adequar letras com agressividade e melodia para passar o clima da produção como um todo. Acredite em mim - álbum conceitual é realmente díficil de fazer. Mas, honestamente, posso dizer que fizemos bem. Acho que o próximo será com temas livres e independentes nas letras. Mas quem sabe? Temos idéias loucas na cabeça.

TGZ: Como estão sendo as resenhas dos meios de divulgação com relação ao álbum?

Artur:
Muito positivas. Todos vêm neste material relação com os anos 80, técnica e velocidade. E era isso que nós queríamos. Então estamos satisfeitos. Até hoje, de todas as resenhas que vimos, apenas 3 ou 4 nos deram nota média. O resto foram boas resenhas com bom ou muito bom como resultado e isso nos encoraja a fazer material que receba notas ainda mais altas! Claro que a última palavra é dos fãs, porque eles são o alvo ao qual nossa música é direcionada.

TGZ: Vocês fazem muitos shows e participam de festivais? Citem os mais importantes em que tiveram o prazer de tocar.

Artur:
Recentemente não tivemos tocado muito. Mas estamos planejando alguns shows na Polônia. Tenho ótimas memorias do "Raise Your Fest II", em Cracow. No dia anterior tínhamos um show em Malbork e tudo foi mal. Era um open air, estava chovendo, tivemos problemas com o som e durante meu solo quebrou a corda. Uau... que pesadelo! Então não estávamos de bom humor ao chegar em Cracow, mas, felizmente, a situação mudou. Estava lotado de headbangers, ótima atmosfera e pura loucura durante o show. Sim, eu acho que até hoje, foi o melhor da minha vida.

TGZ: Quais as suas opiniões sobre o cenário Heavy Metal de seu país?

Artur:
Na Polônia, black e death são muito conhecidos quando se fala de Metal. Mas, devagar (pra mim devagar demais) a cena heavy/thrash está ganhando força. Pessoas de vilarejos e cidades pequenas são sedentos por festivais de metal. Nas cidades grandes a situação é totalmente diferente. Só shows grandes são capazes de atrair público e tem que ter alguma estrela muito famosa. Comparecimento a shows menores é muito fraco e acho que o maior problema é que não há metal na mídia polonesa. Críticos não vêem ou não querem ver outras bandas, especialmente de heavy/thrash. Pessoas de gravadoras polonesas preferem promover bandas estrangeiras a investir dinheiro em bandas locais (especialmente de metal). Acredite, temos um grande número de bandas novas de heavy/thrash, mas ningué, nunca ouviu falar deles.

TGZ: O quê vocês conhecem da cena brasileira de Metal?

Artur:
Sinto muito, mas não sei bem quais as condições da cena metal brasileira hoje. Quando começamos com metal sabíamos muito mais. Quando eu era um jovem headbanger, entre os anos 80 e 90, eu ouvia Sepultura (especialmente "Schizophrenia" e "Beneath the Remains"). Hoje em dia se alguém me pergunta sobre cena brasileira, eu associo com Sepultura. Além disso, tenho em minha discografia Sarcófago e Ratos de Porão. Até acho que RxDxPx fez shows em Warsaw, em 2004. Mas agora eu sigo mais Sepultura e Soulfly.

TGZ: Antes de finalizar, falem sobre o significado do Heavy Metal na vida de vocês.

Artur:
Metal é muito improtante em minha vida. Eu amo tocar ao vivo, curtir com os irmãos, beber cerva com todos os bangers e fãs de metal. Metal me dá uma insanidade mental, poder vital, energia e força para viver. Metal é a coisa mais importante na minha vida. Eu ouço desde meus 10 anos de idade e até hoje me lembro do meu primeiro MCD - Venon "The singles 80-86". Todos os dias eu ouço música e não consigo dormir sem ouvir antes. Eu tenho os melhores sonhos depois de "The Sham Mirrors" - Arcturus e "Enemies of Reality" - Nevermore. Às vezes estou andando na rua e assobiando minhas músicas favoritas e riffs matadores surgem na minha cabeça; especialmente quando estou irritado após o serviço.

TGZ: Muito obrigado pela oportunidade e presença no ThunderGod Zine, desejamos forças para a HellFire em sua estrada...

Artur:
Obrigado pela entrevista e pelas palavras sobre "Requiem...". Hail para todos os leitores e membros do ThunderGod zine. Continue Metal para sempre !!!

 
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