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RESENHAS CD'S (LETRA B) - Página de 3 =>>
BRUTAL MORTICINIO "Despertar dos Chacais...Outono dos Povos" (Independente/2008)

Com este material lançado com os próprios recursos, a horda Brutal Morticinio do interior gáucho surge para espalhar sua praga e após o lançamento de um Demo (em 2008), no mesmo ano corrente, lança este álbum completo com 8 sinfonias da morte em forma de Black Metal.
Tormento (Guitarra e Vocais), Mielikki (Baixo) e Mephistopheles(Bateria) disseminam acordes dissonantes e extremos em composições inspiradas na linha old school, tanto com desenvolvimentos brutais e ríspidos (bases rápidas e riffs cheios de ódio, bateria e baixo dilaceradores), quanto soturnos e gélidos (como denotados nos dedilhados de alguns sons e na última faixa, " A Longa Noite dos Corvos", que soa como um funéreo instrumental). As faixas são vociferadas em português e ecoam temas anticristãos, de desespero e morte, com direito a gritos de dor como mostrados na intitulada "Homem Branco Cristão", e a negra atmosfera densa se descarrega também nas denominadas: "A escuridão me conforta", "Banho de sangue", "A eterna marcha da devastação", "Estúpido e podre", "Embarcações da morte", "E...a Morte Triunfa" e "Batalhão do Exterminío" (a qual carrega efeitos de tiros de guerra em seu princípio). Destaque aos refrões pegajosos das composições, só fica devendo um pouco mais de solos de guitarras nas mesmas, como o fudido solo da "Batalhão de extermínio" que carrega ainda mais de caos a ambiência de seu Metal Negro.
Já a escolha do nome, Brutal Morticinio, baseou-se nas mortes causadas pelos invasores cristãos na América no tempo histórico conhecido como “descobrimentos – Grandes Navegações” e sua imposição de crença e cultura. (CA)
 
 
BLOODTHIRST "Let Him Die" (Pagan Recs/2007)

Rifferamas demarcando passagens furiosas com aqueles ganchos típicos do Thrash Metal trabalhado e violento de uma banda que se compara a uma máquina de guerra, metralhando riffs e bases com solos bélicos das guitarras, cuspindo vocais rasgados e sujos, baixo fudido com simplicidade "thrashing" nos arranjos que se sobressaltam com os ataques massivos da bateria...Putz a variação dos bumbos conforme o desenvolvimento das músicas são como hélices de helicóptero de guerra, como podem ser escutados explicitamente nas faixas: Destroyer = Bringer of Flames", "Winds of Death", "Violent Hordes", "Let Him Die", dentre as demais. A fórmula da variação dos andamentos com fúria em inspirações de bandas como Kreator, Dark Angel, Assassin, entre outras, são os pontos do trabalho do Bloodthirst, que prega a sua maldição sonora em 9 composições para o seu álbum "Let Him Die" lançado pela Pagan Records. (CA)
 
 
BEWITCHED “At The Gates of Hell” (Kill Again Recs/2007)

Que, que é isso!!! Que clássico da banda sueca Bewitched (!!!). Este álbum foi o terceiro da banda e lançado em 1999 pelo selo francês Osmose Prods., possuindo agora a versão brasileira lançada pela Kill Again Records.
Ao apertar o “Play” para ouvir o disco, a sua cabeça vai rolar para 10 faixas contagiantes de Heavy/Speed Metal transmitidas com evil feeling pela tríade do Bewitched que mandam bala através de passagens velozes e de velhas cadencias bem tradicionais de peso genuíno realizado por vocais agressivos e vorazes pelas músicas compostas em pegadas incessantes e cavalgadas pelas bases e riffs marcantes, além dos solos com ótimas melodias dentro dos arranjos, não só das guitarras, mas também da eficácia acorrentada pelo baixo e bateria em coesão. Os refrões possessos de determinadas faixas, como a título vão grudar em sua mente – “At The Gates of Hell – Forever Bound By satan’s Spell – At The Gates of Hell – Proud me Stand in the Devils Land...” . O álbum ainda conta com a participação especial do vocalista Jon Mikl Thor na cover para “Let the Blood Run Red” da lendária banda Thor do Canadá. E que faixa do mais puro Heavy tradicional (!!!), e (é claro) não menos empolgante que as demais desse grandioso álbum, fazendo-se indispensável dentro do rol de materiais dos headbangers...Fiz esta resenha, batendo a minha cabeça fudida para todos os sons, acompanhado por uma cervejinha, hehe \,,/ (CA)
 
Kill Again Recs: A/c Rolldão: QNP 30 - Conj. “C”- CS 40 - ST “P” Sul – Ceilândia - Brasília/DF -72236 - 003
killagainrec@yahoo.com.br
 
BYWAR “Twelve Devil’s Graveyards” (Kill Again Recs/2007)

Terceiro Full-length dos thrashers da banda paulistana Bywar, o qual fora lançado pelo selo Kill Again Recs. “Twelve Devil’s Graveyards” marca a estréia do guitarrista Renan Roveran (ex-Alcoholikiller), tocando na gravação junto aos seus parceiros: Adriano Perfetto (Guitars and Vocals), Hélio Patrizzi (Bass) & Enrico Ozio (Drums).
A capa está bem trabalhada, cuja arte tem também na parte interna a divertida montagem old school de fotos e o título do Cd relaciona doze pontos de nosso planeta onde fenômenos extraordinários ocorrem sem explicações concretas; e apesar dos fatos transcendentais, o que escutamos são 12 faixas concretas de peso e agressividade em passagens cortantes como lâminas metálicas em golpes massacrantes, demarcando-se os “rifferamas” e os “punchs” do violento instrumental acorrentado aos vocais rasgados e sujos, com todos afiados na escola anos 80 de bandas clássicas do estilo, mormente do Thrash Metal alemão de grupos como Sodom, Destruction e Kreator. Pois, o álbum após a intro "The Passage” fará sua cabeça rolar na agitação das faixas - "Stranded in Dark Zone", "Face the Impaler", "Violent Greed", "Hellbotic Sentence", "Debt of War", "The Unconscious", "Way of Agony", "Monotheistic Slander", "Past... Present... Annihilation", "Blackened Voyage", "Graveyard (The Final demise)" - numa sentença exata de 45 minutos e 28 segundos. (CA)
 
Kill Again Recs: A/c Rolldão: QNP 30 - Conj. “C”- CS 40 - ST “P” Sul – Ceilândia - Brasília/DF -72236 - 003
killagainrec@yahoo.com.br
 
BARBARIAN WARRIORS IN SEARCH OF WISDOM “Paganheart” (Independente/2007)

Eis uma obra prima do Pagan Folk Black Metal brasileiro, após a terceira demo e gravado exatamente em três anos, três meses e três semanas o primeiro álbum desta horda paulista. Envolto a uma atmosfera Pagan Folk envolvente, muito bem executada e composta a horda também executa riffs e pegadas pesadas e extremas lembrando a gloriosa fase antiga do Emperor. O debut-álbum reúne nove hinos dedicados a essa mística vertente do Metal, sendo uma intro instrumental “A Day in a Medieval Storm”, uma instrumental “Universe”, e sete sons que variam entre agressivos, cadenciados intitulados “Old Barbaric Ways”, “Dies in Tempestate Medieval Medievali (Riding Into the Forest), “Circle on the Stone”, “Quetzalcoatl” (uma honrsa homenagem ao deus sagrado Azteca), “Universe of (Your) Blood”, “Thaldoma” e “Paganheart” (Return of the Old Barbaric Ways). Apontar um destaque neste material é algo que considero impossível por ver no álbum como um todo o destaque começando pela produção de muito bom gosto e na qualidade dos hinos, quem é fã do estilo não hesite em ter esse material em suas mãos... (EO)
 
Barbaric Horde: CP 3834, Castelo, Campinas/SP, 13070-973 - www.barbarian.com.br
 
BLACKMORE'S NIGHT “Ghost of a Rose” (Cid/2005)

Este é o penúltimo e um dos melhores álbuns da carreira do Blackmore´s Night, logo na abertura uma das melhores composições da banda “Way to Mandalay” que por sinal tem seu vídeo-clip como bônus no fim deste mesmo álbum, uma histórica e belíssima versão para a música “Diamond and Rust” (Joan Baez) que já teve interpretes como Judas Priest, onde Blackmore ainda inseriu uma distorçãozinha para deixa-la ainda mais legal. Completam o disco “Cartouche”, “Queen for a Day (part I e II)” sendo que a segunda parte é instrumental, “Ivory Tower”, “Nur Eine Minute” (instrumental), “Ghost of a Rose”, “Mr Peagram´s Morris and Sword” (instrumental), “Loreley”, “Where are we going from here”, “Rainblow Blues”, “All for One” e “Dandelion Wine”, por fim o video-clip já citado para a faixa “Way Mandalay”. (EO)
 
 
BLACKMORE'S NIGHT “Fires at Midnight” (Cid/2004)

O terceiro álbum do Blackmore´s Night mantém a sonoridade folk/celta da banda, mas em “Fires at Midnight” o lado baladeiro de Blackmore foi mais inspirador. Mas clima das quatorze músicas é o mesmo que nos faz imaginarmos estar numa taverna bebendo vinho em alguma época na idade média, se bem que deixando a imaginação de lado eu destaco “The Times they Are a Changin”, “Hanging Tree”, “Mid Winter´s Night”, “Benzai-Ten”. Mas sempre há um espaço para que Ritchie coloque suas raízes Hard Rock, aqui há “Storm”, “All Because of You” e “Village on the Sand” que se tivesse um pouco mais de distorção seria um típico som do Rainbow... (EO)
 
 
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