Suprema (Heavy Metal/SP)
Terra Prima (Heavy Metal/PE)
Andre Matos (Heavy Metal/SP)
30 de Agosto/2008 - Local: Clube Português
do Recife/PE
Fotos: Valterlir Mendes
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Quase
três após sua última passagem
por Pernambuco, na época ainda ao lado
do Shaman, o vocalista Andre Matos novamente
se apresentaria em terras pernambucanas. \,,/
O
dia 30 de agosto começou bem ensolarado
e bem quente, e isso era o que se esperava
durante todo o dia, e uma noite com céu
aberto, porém ao iniciar a noite uma
forte chuva começou a cair na capital
pernambucana, o que sempre é um fator
negativo quando se tem shows de Heavy Metal
na cidade. Parece que o público teme
a água... \,,/
Por volta das 22:00
horas sobe ao palco a banda SUPREMA,
que vem fazendo uma série de shows
em Pernambuco. O show começou com um
público modesto, e muitos ainda não
conheciam o som da banda. Depois de uma “Intro”,
mandam a faixa título do EP “Spyeyes”,
uma das melhores do Suprema, o que fez a galera
a ‘tomar gosto’ pela banda e começar
a bater cabeça frente ao palco. Apesar
de alguns problemas na sonorização,
que ainda não estava ideal, a banda
mostrou desenvoltura em palco e agitou bastante,
principalmente o vocalista Pedro Nascimento,
que não parava um som instante no palco,
correndo de um lado para o outro, e se mostrando
um ótimo ‘frontman’. Ainda
do EP mandaram “Escape”, que logo
foi seguida pela nova “Fury and Rage”.
Power Metal, com nuances melódicas
e algumas passagens progressivas, tudo isso
com bastante peso e característica
própria. Apesar de alguns samplers
no meio das músicas, a banda se portou
bem no palco, e nem o problema na execução
de “Be Quick Or Be Dead” do Iron
Maiden, que foi tocada fora do compasso, fez
depreciar a apresentação dos
paulistas, que inclusive teve seu nome gritado
pelos presentes. O show foi finalizado com
a própria “Powermind” e
“Run To The Hills”, outro cover
do Iron Maiden, essa sim tocada de forma magistral.
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A segunda banda a se
apresentar foi a pernambucana TERRA
PRIMA, já bastante
conhecida do público pernambucano,
e que já deve ao público um
álbum completo. Como sempre é
de costume em seus shows, abriram com “GateZzzZzz”,
uma intro com toques regionais, mais precisamente
do maracatu, logo seguida por “A Time
to Fly”, uma das melhores músicas
da banda, com bastante peso, melodia e certa
velocidade, mas que foi atrapalhada um pouco
devido a equalização, onde o
baixo de Pedro Diniz estava muito a frente,
saindo de forma ‘estourada’. Porém
nada de prejudicial para a apresentação
da banda, que logo em seguida mandaram a agressiva
“Rage”, “New Dawn”,
onde o vocalista Daniel Pinho faz uso de castanholas,
dando um ‘toque espanhol’ a música,
além de apresentar um ‘duelo’
entre os guitarristas Diego Veras e Otávio
Mazer. O Heavy Metal melódico do Terra
Prima é bem tocado, com bastante técnica
e ‘malícia’, alternando
peso, algumas partes mais agressivas e muita
melodia, onde o momento mais ‘calmo’
foi na balada “Step by Step”.
Outra boa música é “Life
Carries On”, que atualmente ganhou uma
nova roupagem, trazendo passagens de baião,
mas a surpresa ficou para o final, quando
Daniel anunciou um cover para o Metallica:
“Enter Sandman”. Algo inusitado,
em razão da sonoridade da banda. Porém
o final foi magistral e a música foi
tocada de forma perfeita. Arrancando muitos
aplausos. Mais uma vez: só falta um
‘full lenght’. Ajustes no palco...
\,,/
Algum tempo para desmontar a bateria usada
pelas bandas de abertura e depois da intro
“Menuett” um dos maiores vocalistas
do Heavy Metal nacional sobe novamente aos
palcos Recifenses. ANDRÉ
MATOS iniciou sua apresentação
com “Letting Go” e “Rio”,
ou seja, o início se deu com as primeiras
músicas do seu recente lançamento
“Time to be Free”. Andre, como
sempre, se mostrou ‘dono da situação’
e comandava como queria o público,
que gritava seu nome, cantava as músicas
juntamente com o vocalista e agitava bastante.
Até algumas tímidas rodas de
moshes eu vi no decorrer do show! O show continuou
em alta e se nota que Andre Matos está
muito bem acompanhado: o versátil baterista
Eloy Casagrande desempenha muito bem sua função,
apesar de contar apenas com 17 anos; os guitarristas
Hugo Mariutti e Andre Hernandes estão
em plena sintonia, apresentando boas melodias,
riffs pesados e certeiros; o baixista Luis
Mariutti, apesar de um pouco parado, cumpre
seu papel com maestria, e o tecladista Fábio
Ribeiro também não fica pra
trás, e quando Andre não assume
os teclados, é dele a responsabilidade
de manter os arranjos encontrados nas músicas
do recém lançado álbum.
Como era de se esperar o show foi marcado
por músicas de toda a carreira de Andre,
desde o Viper até o Shaman, passando,
obviamente, pelo Angra. O show prosseguiu
com “Distant Thunder” do “Ritual”
(Shaaman), o primeiro ‘cover’
da noite, e a partir de então foi clássico
de deixar qualquer fã ‘louco’.
“Here I Am”, também do
“Ritual”, veio em seguida; e quando
os acordes iniciais de “Living For The
Night”, uma das músicas mais
conhecidas do Viper, foram tocados, ao entrar
os vocais o público não deixou
Andre cantar e se encarregou de cantar praticamente
a primeira parte da música, onde o
vocalista foi até a frente do palco
e apenas se limitou a ouvir seus fãs
cantando a música. Logo a seguir veio
um solo de guitarra de Andre "Zaza"
Hernandes, o qual não foi muito demorado
e abriu espaço para “Crazy Me”
do Virgo (projeto de André Matos com
Sascha Paeth) e “Nothing To Say”
do “Holy Land” do Angra. O público
estava adorando esse revival, porém
muitos esperavam as boas músicas do
“Time to be Free” sendo tocadas
ao vivo,
então os presentes puderem ouvir a
excelente música que dá nome
ao álbum: “Time to be Free”.
Andre se comunicava o tempo todo com o público,
mostrando bastante carisma e atenção
com seus fãs, que tem um carinho especial
pelo vocalista. Novamente voltam a tocar os
clássicos que fizeram de Andre um dos
mais reconhecidos vocalistas do Heavy Metal
mundial e mandam a balada “Fairy Tale”,
mais uma
do álbum “Ritual”, com
Andre aos teclados, olhando fixamente para
o público emocionado, que mais uma
vez cantou a música juntamente com
Andre. Mais uma dos velhos tempos: “Make
Believe” do álbum “Holy
Land”, a qual deu espaço para
a “Endeavour”, uma das novas de
Andre e que tem muitos elementos de todas
as bandas que ele já passou, com muita
vitalidade nos vocais. Ah, antes que eu se
esqueça de comentar: Andre Matos alcança
notas altíssimas! Impressionante ver/ouvir
como esse cara canta. Agora era vez do solo
de bateria de Eloy Casagrande (que antes do
show havia feito um workshop), e logo a banda
volta ao palco para tocar “Separate
Ways (Worlds Apart)”, também
presente no “Time to be Free, mas que
na verdade é um cover do Journey. Os
músicos saem do palco e depois de algum
tempo voltam para executar “Lisbon”
do álbum “Fireworks” (Angra),
recebida calorosamente pelo público.
Mais uma vez saem do palco e alguns instantes
depois voltam com a apoteótica “Carry
On” do “Angels Cry”, música
que não pode faltar em apresentações
do Angra, muito menos num show de quem a tornou
famosa. Para finalizar mandaram “How
Long (Unleashed Away)”, presente no
“Time to be Free”, e que veio
a fechar com ‘chave de ouro’ uma
apresentação longa, porém
que passou rapidamente, devido a qualidade
apresentada pelos músicos, principalmente
por Andre Matos, que soube dominar, como ninguém
o público, com muito carisma e comunicação
durante toda a sua apresentação;
agradecendo bastante todo o apoio nos começos
e re-começos de sua carreira. Sem dúvida
uma grande apresentação, inclusive
das bandas de abertura, que cumpriu seu papel
de forma correta, aquecendo o público
para o show principal, que foi especial para
o público pernambucano, já que
Andre Matos tem sempre boas recordações
daqui. O público foi razoável,
talvez em razão do show do Scorpions,
que ocorreria uma semana depois. A sonorização
é que por vezes apresentava alguns
problemas, inclusive no show principal. A
acústica do local não é
das melhores... O saldo final foi positivo,
onde o público saiu feliz com tudo
o que viu e com certeza esperando uma nova
vinda de Andre Matos a capital pernambucana.